Quem somos, no que acreditamos e como cuidamos.
A Elevar nasceu da constatação de uma fratura silenciosa no acesso à saúde mental no Brasil. De um lado, o serviço público sobrecarregado, sem condições de oferecer continuidade ao cuidado psiquiátrico. De outro, a clínica privada — qualificada, mas inacessível à maior parte das pessoas que dela precisam.
No meio, ficam milhões de pessoas que não cabem nem em uma rede nem em outra: profissionais autônomos, estudantes, trabalhadores informais, pessoas em situação de desemprego, pessoas que conseguem se sustentar mas não conseguem absorver uma consulta a valor de mercado. Pessoas para quem o cuidado em saúde mental se torna sistematicamente adiado — até virar urgência.
A Elevar não foi pensada para resolver esse problema em escala. Foi pensada para resolvê-lo com seriedade, em pequeno volume, com critério. Acreditamos que cuidado de qualidade não combina com pressa e que vaga limitada com critério social é uma forma honesta de fazer um pouco bem feito, em vez de muito mal feito.
Número pequeno de vagas mensais, oferecidas a quem encontra barreira real de acesso. Fila pequena não é defeito — é proposta.
Primeira consulta de 50 a 60 minutos. Retornos sem limite, pelo tempo que a clínica indicar. Seguimento até a alta, não até o pacote acabar.
Critérios sociais públicos, auto-declarados, sem comprovação documental. Apostamos na honestidade de quem se candidata.
Parceria com paróquias, pastorais, equipamentos públicos e ONGs — instituições que conhecem a realidade de quem encaminham.
Não atendemos pessoas vindas do serviço público em que atuamos, não publicamos preços, não fazemos promessa de cura. Saúde mental não é mercado.
A Elevar é formada por um grupo de três médicos, em formação avançada em residência médica de saúde mental, atualmente atuando também no serviço público. Trabalhamos com supervisão, atualização clínica constante e em conformidade com o Código de Ética Médica e as resoluções do Conselho Federal de Medicina.
Nossa formação inclui experiência prévia com população de baixa renda no SUS, o que nos permite reconhecer contextos sociais complexos e articular o cuidado clínico com a rede de apoio de cada pessoa atendida.
Em conformidade com a Resolução CFM sobre publicidade médica, optamos por não divulgar nomes individuais, imagens pessoais ou registros profissionais no site enquanto a equipe se encontra em fase de formação especializada. A identificação completa do médico responsável pela sua consulta é feita no início de cada atendimento, conforme exige a normativa de telemedicina.
A primeira consulta é dedicada a entender quem você é, sua história, o que está acontecendo agora e o contexto em que isso se passa. Conduta vem depois, fundamentada em quem escutamos.
Acreditamos no uso racional de medicamentos psiquiátricos — quando indicados, na menor dose eficaz, pelo tempo certo, com monitoramento de efeitos e revisão periódica da necessidade.
Saúde mental raramente se resolve só com remédio. Sempre que indicado, articulamos o cuidado com psicoterapia (própria do paciente ou recomendada por nós) e com outros recursos da rede.
Sono, alimentação, exercício, relações, sentido — tudo isso importa. Não tratamos apenas o sintoma, tratamos a pessoa em sua situação concreta de vida.
Quando o caso exige avaliação presencial, internação ou abordagem que não cabe na teleconsulta, dizemos com clareza e articulamos o encaminhamento adequado.